As bases de um bom coach de carreira

As bases de um bom coach de carreira

Neste post eu quero conversar com você sobre o que um Coach de Carreira faz para ser diferenciado no mercado. A resposta disso está na base sólida e nos conhecimentos que estão por trás das ferramentas de Coaching utilizadas por ele.

Eu não sei se você conhece a minha história, mas eu iniciei minha jornada no mercado de Coaching, como orientador vocacional e profissional. Sou pedagogo formado e, quando eu ainda era diretor de escola, me encantei pela possibilidade de ajudar jovens em suas escolhas profissionais.

Para que isso realmente fosse possível, eu comecei a pesquisar bastante sobre o tema. Até então o Coaching ainda não tinha cruzado minha vida – aliás, acho que ainda não tinha cruzado a vida de milhares de pessoas no Brasil.

Durante essas buscas por informações, eu fui descobrindo conceitos e pesquisas importantes que me ajudaram muito a construir um método de coaching vocacional e atuar como coach de carreira. Posso te dizer com segurança que conhecer essas teorias me deixou bem mais seguro para atuar nos diferentes desafios em coaching de carreira.

Bom, vamos conhecer um pouco desses conceitos e pesquisas, mas eu recomento que, se você estiver com vontade de fazer a diferença, busque mais conhecimentos profundos sobre o que vou te mostrar:

O primeiro teórico na área da psicologia vocacional foi Frank Parson (1909), responsável pela primeira teoria no assunto, que resultou no livro “Choosing a vacation”. Segundo o autor, a escolha adequada de uma vocação segue três fatores importantes: exame do indivíduo (inclusive o autoexame), exame das profissões e ocupações, e o estabelecimento da relação entre elas. Desde a publicação de sua teoria, vários outros modelos de teorias foram desenvolvidos para contribuir não somente para a escolha da carreira, mas na escolha e no desenvolvimento profissional.

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Teorias psicométricas

São as mais antigas e tradicionais teorias em orientação vocacional. Dizem respeito às técnicas e aos instrumentos utilizados nesse processo. São os famosos testes vocacionais e se apoiam nas premissas e concepções de Frank Parson.

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Teorias não-psicológicas

De acordo com Crites, existe uma série de teorias que tratam da escolha profissional sem se preocupar com o indivíduo, considerando apenas as determinações externas, o ambiente e o contexto social. Ainda segundo o pesquisador, podemos classificar em três tipos distintos de teorias relacionadas a teoria não psicológica: teoria acidental, teoria econômica e a teoria sociológica.

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Teorias psicológicas

Estabelecem os fatores sociais e ambientais como acessórios, isto é, o que estaria em jogo seria a forma como a pessoa se desenvolve e como ela se organiza em função dos fatores externos. De acordo com Crites, essas teorias estão divididas em quatro grupos: traço e fator, psicodinâmicas, desenvolvimentistas, tomadas de decisões.

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  • Teoria traço e fator

A mais tradicional teoria dentro da orientação profissional, remonta ao início do século XX, quando as transformações na esfera produtiva foram acompanhadas da necessidade de mão-de-obra adequada para suprir a crescente industrialização. Esta teoria parte do princípio de que as pessoas diferem em suas habilidades, interesses e traços de personalidades. Sendo assim, ao isolar e quantificar as características pessoais e as características das ocupações, seria possível adequar a pessoa ao posto de trabalho.

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  • Teorias psicodinâmicas

As teorias chamadas psicodinâmicas priorizam os fatores de ordem motivacional ou de processo a serem constituídos ao longo da história de vida da pessoa, enfatizando, em geral, as primeiras experiências.

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  • Teorias desenvolvimentistas

As teorias desenvolvimentistas sugiram para contestar outras teorias, que têm como pressuposto que a escolha profissional ocorre pontualmente ou em um curto espaço de tempo. Para Super (1980), o desenvolvimento vocacional não se encerra ao final da adolescência, mas estende ao longo da vida da pessoa, chegando até à aposentadoria. Ele propõe as seguintes fases para o desenvolvimento vocacional: crescimento, exploração, estabelecimento, manutenção e declínio.

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  • Teoria das tomadas de decisões

As teorias das tomadas de decisões são compostas por modelos com origem na economia, que entendem o processo de escolha profissional como uma ação cognitiva. O processo parte da coleta, organização e análise das informações sobre si próprio e sobre a realidade externa. A partir daí, avaliam-se as oportunidade disponíveis e opta-se por aquela que garantir um melhor retorno.

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Teorias tipológicas

Essas teorias ainda são muito utilizadas em todo mundo, a mais conhecida é a de Holland (1997), que deu origem aos tipos humanos. Holland propôs um modelo tipológico de personalidades vocacionais que têm dominado as pesquisas nos últimos 20 anos. Para o autor, os interesses vocacionais são uma expressão da personalidade e os indivíduos de uma mesma profissão têm personalidades e histórias de desenvolvimento similares.

As personalidades vocacionais podem ser de seis tipos: realista (R), investigativo (I), artístico (A), social (S), empreendedor (E) e convencional (C), mais conhecido pela sigla RIASEC. É importante esclarecer que cada indivíduo possui, em maior ou menor grau, características de todos os seis tipos, embora os atributos de um determinado tipo sejam predominantes.

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Teorias sobre carreira

O conceito de carreira é praticamente o sinônimo de vida profissional, uma trajetória ocupacional ao longo da vida. Nela, tenta-se deslocar o foco de uma profissão para uma perspectiva mais abrangente, na extensão do tempo e na abertura para um possível leque de ocupações.

No enfoque de uma carreira, o principal passa a ser a trajetória ocupacional, o movimento evolutivo e progressivo para a realização de um projeto de vida. Deve-se lembrar de que o desenvolvimento pessoal permeia a evolução-maturação resultante de um processo interno da dinâmica da personalidade ou de um processo interno puramente orgânico, de crescimento e envelhecimento gradual.

A estruturação da carreira depende de certas tendências: personalidade, aptidões, interesses, motivações, valores, entre outros e sofre a influência de pressões e demandas externas, culturais e familiares. A constituição da carreira é, portanto, resultante da interação dos fatores internos da pessoa com fatores externos a ela.

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Carreira = fatores internos + fatores externos

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A maior virtude do conceito de carreira, atualmente, se dá por conta do seu deslocamento de foco temporal, ganhando, assim, uma perspectiva de projeto de vida com um horizonte mais amplo e mais distante no tempo e no espaço.

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