Como escolher uma boa escola de Coaching?

Hoje eu quero tratar de um assunto muito importante se você pretende ser um coach e ajudar milhares de pessoas com o seu conhecimento. O Brasil é um dos grandes países formadores de profissionais coaches. São milhares de novos profissionais formados todos os anos, além de outros milhares querendo entrar para esse maravilhoso universo. No entanto, alguns cuidados são importantes na hora de escolher uma boa formação.

Assista também ao vídeo sobre este assunto no meu canal no YouTube:

Você já se perguntou…

  • Como escolher uma boa escola e/ou formação em Coaching – seja ela online ou presencial?
  • Após estar formado, como você pode entrar no mercado de Coaching?
  • Quanto ganha um coach? Como você deve cobrar pelos seus serviços?
  • Como um coach sobrevive gera receita nesse mercado?

Eu responderei essas perguntas nos tópicos a seguir para te ajudar a escolher uma boa escola de coaching e se tornar um coach de sucesso. É muito importante que você preste atenção até o final desse post!

Principais pontos para escolher uma boa escola de Coaching

Eu vejo que muitas pessoas têm dificuldade em escolher uma escola de coaching e isso é completamente normal. Hoje em dia, existem inúmeras escolas de coaching no Brasil e, talvez, esse seja o grande “problema”. Eu fui diretor de escola durante 20 anos da minha vida e, uma coisa que eu aprendi ao longo desse período, é que os pais dos meus alunos se preocupavam muito com a escolha da escola ideal, afinal eles tinham muitas opções para pesquisar e se decidir.

Aliás, alguns dos pontos que eu coloquei nesse guia foram inspirados da minha vivência. São pontos que eu já utilizei – e ainda utilizo – até hoje para escolher os cursos que eu faço (tanto os presenciais quanto os online).

1º ponto: Tradição

O primeiro ponto que eu acredito que seja importante nessa escolha é a questão da tradição. Se uma escola está no mercado há muito tempo tem um bom timeover de alunos, significa que essa escola está “sobrevivendo” muito bem e que o método dela funciona.

Isso só acontece depois de um tempo que uma escola já está trabalhando e se dedicando ao ensino de seus alunos. Educação não é uma coisa que se constrói do dia para a noite. Um bom método não é um processo de curto prazo; mas sim um processo de médio e longo prazo.

É por isso que eu falo muito em tradição: tente escolher uma escola que já está em atividade há um bom tempo, que você possa encontrar boas referências sobre ela e que as pessoas esteja falando bem dela nas redes sociais.

Pesquise, também, quem é o líder dessa escola. O líder é um coach? Ele já fez sucesso profissionalmente? Ele tem um método para te oferecer que realmente atinja seus objetivos?

Comece por este ponto!

2º ponto: As chancelas internacionais

Às vezes, as pessoas acabam se iludindo com algumas chancelas internacionais. Eu não estou falando que não é importante ter uma. Na verdade, é importante sim. No entanto, eu acredito que hoje em dia o Brasil tem opções excelentes em coaching, tanto profissionais quanto escolas de formação. E tenho certeza que, em pouco tempo, serão as escolas internacionais que vão querer chancelas brasileiras.

Além disso, muitas chancelas internacionais, de fato, só existem como “logo” ou como fachada, então é muito importante você verificar isso.

Eu sempre digo que, em qualquer profissão ou negócio, existem pessoas bem intencionadas e pessoas mal intencionadas. Eu não quero entrar nesse mérito, porém é algo que você precisa prestar atenção. Existem muitas pessoas que se apegam demais a isso e eu não acho que esse é o caminho; não acho que isso é o que deve fazer a diferença na sua escolha.

3º ponto: Certificação e regularização no MEC

Muitas pessoas me escrevem e-mails perguntando se o curso de coaching é regularizado. A resposta é: não. O coaching é um curso que não tem um órgão específico que o regulariza. Nem mesmo o MEC o reconhece como um concurso de grade. O curso de coaching, na realidade, é considerado um curso livre pelo MEC.

O que geralmente acontece é que algumas faculdades oferecem o MBA em Coaching ao fazer uma parceira com uma grande escola de formação de coaches. A escola entra com o conteúdo e a faculdade entra com a certificação.

A escola de coaching pode emitir uma certificação desde que a empresa tenha o cadastro legal junto à receita federal com o objeto social e de inscrição válidos.

4º ponto: Ex-alunos como referência

Quando eu era diretor de escola, muitos pais falavam, no momento em que eu os atendia para matrícula dos filhos, que eles tiveram referências positivas do colégio a partir de um ex-aluno que estuda ou estudou lá. Eu acho que isso é muito válido!

Eu aprendi a buscar esse tipo de referência, principalmente com o uso da internet. Aliás, hoje em isso é muito comum e fácil de fazer.

Com a internet, é possível encontrar perfis e depoimentos em vídeo de alunos que já estudaram na escola de coaching que você pretende ingressar. Você pode entrar em contato com essa pessoa e conversar com ela para saber como que foi o curso que ela fez, se foi online ou presencial, como funcionava o dia a dia desse curso, como funciona a certificação etc.

5º ponto: Filosofia e métodos

Todas as escolas têm filosofias e métodos próprios que elas acreditam ser o melhor para o mercado. Não tem problema nenhum em relação a isso, até porque todo mundo tem que acreditar no seu próprio método.

No futuro, você será um coach e também desenvolverá o seu método e a sua filosofia de vida – e terão pessoas que gostarão dele e outras que não vão gostar.

A maioria desses métodos vem de algumas vertentes de metodologias na área de educação ou na área de desenvolvimento pessoal, então procure saber a fundo sobre elas antes de escolher a sua escola de coaching. É até legal para você já ir aprendendo, porque na hora de você fazer a sua formação em coaching podem ter algumas coisas que não te agradem, justamente porque você não investiu o tempo necessário para pesquisar sobre o método e a filosofia daquela escola ou instituição.

Defina seu nicho

Uma das coisas que eu sempre achei importante, mas que muitas pessoas deixam para pensar nisso muito depois que se formam numa escola de Coaching, é a questão da definição de um nicho.

Muitas pessoas acabam se formando e correndo para o mesmo segmento. Geralmente esse segmento é o corporativo. O resultado é que o mercado “incha”, afinal fica difícil abarcar tanto profissionais para uma mesma área, principalmente quando estamos vivenciando um momento de crise econômica, na qual acaba se cortando muitas coisas em relação desenvolvimento e treinamento de profissionais dentro das empresas.

É importante saber que existem vários nichos e, dentro deles, temos os chamamos “sub-nichos” – que você pode (e deve!) começar a pensar neles antes mesmo de começar seu curso de coaching.

Por exemplo: no meu curso Master Coach de Carreira, eu ofereço quatro nichos de formação:

1 – Coaching vocacional para quem quer trabalhar com a escolha profissional de jovens dentro de escolas.

2 – Coach de carreira para universitários em processo de job search, entrada no mercado de trabalho e colocação no mercado.

3 – Coach de transição de carreira para pessoas que querem mudar de emprego ou iniciarem um negócio próprio;

4 – Coach para desenvolvimento de carreira para profissionais que querem chegar em um posto mais alto no emprego atual.

Estes são apenas alguns recortes em coaching de carreira. Na verdade, dentro desse nicho, nós temos mais de 12 recordes que você pode estar se especializando (assim como no Business Coach também, por exemplo).

No geral, você pode fazer coaching para tudo e pode, ainda, criar outros nichos que não existem, assim como eu fiz com o coaching vocacional: eu já trabalhava com orientação vocacional, fiz a primeira formação de Coaching há 9 anos, gostei e decidi criar/validar um método de coaching vocacional. Eu fui o pioneiro desse sub-nicho no Brasil.

Para ajudar meus alunos nessa decisão – e também para facilitar a explicação do seu trabalho para futuros clientes –, eu costumo fazer o seguinte exercício:

Preencha a frase abaixo:

Eu ajudo _______ (pessoas?) a resolverem _______ (o quê?), através de _______ (Coaching, palestra, treinamento?), sendo assim elas _______ (conquistam, obtêm o quê?)

É muito importante que você tenha essa visão antes mesmo de entrar em um curso de coaching. Isso facilita muito a sua entrada no mercado!

Definir seu futuro cliente (um avatar)

Como definir o seu futuro cliente? Quem é a pessoa que você quer ajudar? Você precisa ter essa definição muito clara.

Na época em que eu iniciei na área de coaching, eu queria ajudar o jovem. Mas que jovem era esse?

  • O jovem que está no ensino médio;
  • O jovem que tem entre 14 e 18 anos;
  • O jovem que está sofrendo pressão externa dos pais, dos professores e dos amigos para fazer uma escolha profissional;
  • O jovem que têm pais apreensivos, que não sabem como ajudá-lo e que não acham as palavras certas para motivá-lo.

Após definir qual é o seu “avatar” de cliente, será necessário entender as dores dele, conhecer os seus sonhos e, principalmente, entender as suas objeções: por que ele contrataria (ou não) um processo de coaching vocacional?

Se você vai desenvolver um método de trabalho, você deve criá-lo visando o seu futuro cliente e as formas de resolver os problemas dele.

Saiba o quanto cobrar pelo seu serviço

Essa é uma das principais perguntas que me fazem. Todo mundo quer saber qual é a luz que terá no final do túnel, saber se o Coaching pagará as suas contas e se é possível “viver de coaching”.

Hoje, graças à internet, existem várias maneiras de obter receitas e aumentar os negócios. Por isso, eu quero passar duas formas básicas para que você entenda como pode ser o seu começo na profissão de coach.

1º Pro-bono:

Uma coisa que as pessoas falam muito é sobre fazer um pro-bono no início da sua formação. Ou seja, ofereça um programa de coaching com algumas sessões gratuitas para treinar o processo que você aprendeu ao longo do curso. Convide algumas pessoas a participar desse processo com você – obviamente avisando-as que você precisa treinar e perguntando se elas estão dispostas a ajudar gratuitamente.

Transparência é tudo nessa fase. Mas lembre-se que você deve dar o melhor de si, mesmo nas sessões gratuitas.

Por outro lado, isso deve ter data marcada para terminar, senão você fará pro-bono para o resto da sua vida.

Os coaches são movidos em ajudar pessoas e você pode se sentir um pouco confuso na hora de cobrar pelos seus serviços. Então, o que eu sempre recomendo é que você agende somente os dois primeiros meses de pro-bono integral, depois passe para o pro-bono meio a meio e depois cobre o valor justo.

Seria algo como:

Pro-bono integral (gratuito): Período de dois meses

Pro-bono meio a meio: A partir do 2º mês até o 4º mês

Programa pago: A partir do 5º mês

A partir do quinto mês, você precisará começar a cobrar pelo seu servido de coaching porque, caso contrário, você não conseguirá sobreviver financeiramente. Estabeleça isso como uma meta. Isso vai ajudar você a se preparar operacionalmente, tecnicamente e emocionalmente para cobrar pelo seu trabalho.

2º Programa remunerado:

Nessa fase você vai, realmente, cobrar pelo programa de coaching. Uma dica para você trabalhar a questão da remuneração é cobrar por pacote de sessões – e não por sessão avulsa. Quando você cobra por sessão, as pessoas começam a te comparar com profissionais que não são coaches, mas que prestam serviços de atendimento como médicos, psicólogos e dentistas, por exemplo.

Então se você cobra 100 reais por hora, 10 horas de atendimento totalizariam mil reais. Esses mil reais se você pode dividir os três pagamentos de 300 reais. Ou seja, você não fala que a sua sessão custa 100 reais, mas sim que seu programa dura dois meses e que você cobra em três cheques de 300 reais.

Isso é muito mais tranquilo para você vender seu trabalho. Claro que você pode ir aumentando o preço conforme você vai ganhando experiência e vai aprendendo mais.

Os fatores que vão influenciar no seu sistema de cobrança são: região em que você atende, local de atendimento próprio, formação em um escola renomada e de tradição, tipo de apresentação que você faz, domínio das ferramentas e conceitos e experiência de atuação (horas de voo).

Considerações finais

Não esqueça de investir um tempo e pesquisar sobre escolas de coaching para que você faça uma boa formação em coaching vocacional, coaching de carreira, business coaching ou qualquer outro nichos que você se interesse. Ao se atentar a estes detalhes, você estará qualificando não apenas o mercado de Coaching, mas também qualificando a si mesmo.

Se você gostou desse conteúdo, deixe um comentário no final da página. Sua opinião é muito importante!

(3) Comments

  • sergio 15 de dezembro de 2015 @ 17:49

    Muito bom!!

    • mcsampaio 15 de janeiro de 2016 @ 01:45

      Grato amigo! Abss

  • Edinalva brunow 4 de outubro de 2017 @ 19:41

    Obrigada pelas informações!!!
    Grande abraço.

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