Conheça agora 4 testes psicológicos importantes para o coaching!

pessoas fazendo testes psicológicos

Os testes psicológicos são utilizados com diversos propósitos e em diversos ambientes. Dentre eles, há os que objetivam traçar o perfil comportamental, profissional ou psicológico de cada pessoa.

Com os processos de coaching não é diferente: geralmente, os testes são preenchidos pelo aluno com a orientação do coach. Essa ferramenta é fundamental para conhecer os coachees com maior profundidade, tornando o processo de aconselhamento e mentoria mais alinhado à realidade de cada pessoa.

Pensando nisso, separei alguns dos principais testes psicológicos utilizados pelos profissionais de coach. Vou abordar a aplicabilidade e benefícios de cada um. Venha comigo!

1. Eneagrama

O eneagrama como ferramenta de autoconhecimento possui um longo histórico de utilização, mas foi somente a partir de 1970 que surgiu a versão que conhecemos hoje, aprimorado pelo psiquiatra Claudio Naranjo.

Naranjo passou a utilizar o eneagrama como recurso para classificar as pessoas em tipologias de personalidade. De acordo com esse teste, há 9 tipos:

  • tipo 1 – o perfeccionista;
  • tipo 2 – o prestativo;
  • tipo 3 – o bem-sucedido;
  • tipo 4 – o romântico;
  • tipo 5 – o observador;
  • tipo 6 – o questionador;
  • tipo 7 – o sonhador;
  • tipo 8 – o confrontador;
  • tipo 9 – o preservacionista.

O teste mostra que cada um dos tipos possui um vício emocional que precisa ser trabalhado. Além disso, permite identificar a forma como cada tipo se relaciona com os outros e de que maneira interage com o ambiente.

Partindo dessas informações, é possível estabelecer estratégias nos processos de coaching que levem em conta as características de cada pessoa; e adaptar, dessa forma, a metodologia utilizada.

2. TOM (Teste de Orientação Motivacional)

Quais motivações orientam o comportamento de determinado indivíduo? Essa é a pergunta que esse teste responde. Por meio da análise das preferências e prioridades de cada pessoa, é possível perceber um padrão. Uma das motivações acaba sendo predominante. Conheça-as:

  • orientação para a liderança;
  • orientação para a inovação;
  • orientação para os resultados;
  • orientação para os relacionamentos.

Definida a motivação propulsora do aluno, é possível combinar essa informação aos traços de personalidade e objetivos profissionais e pessoais, de forma a selecionar as estratégias de coaching mais oportunas.

3. DISC (Dominância, Influência, Estabilidade e Cautela)

O estudo que deu origem ao teste DISC foi publicado em 1928, pelo Dr. William Moulton Marston. O objetivo era analisar a interação entre o ser humano e o ambiente no qual está inserido. A partir dessa análise concluiu-se que a forma como cada pessoa responde ao contexto em que se encontra depende da predominância de uma de 4 características: dominância, influência, estabilidade e cautela.

Além do teste tradicional, a Sociedade Brasileira de Coaching criou a sua própria versão do DISC, substituindo as características de referência por metáforas: águia, gato, tubarão e lobo.

4. MBTI (Myers-Briggs Type Indicator)

O MBTI foi desenvolvido a partir dos conceitos cunhados por C. G. Jung. Katherine Cook Briggs e Isabel Briggs Myers, responsáveis por adaptar os estudos do famoso psiquiatra suíço, sequenciando as dimensões da personalidade, de modo a criar um código de 4 letras.

Para cada dimensão analisada há duas opções:

  • Introversão (I) ou Extroversão (E);
  • Intuição (N) ou Observação (S);
  • Pensamento (T) ou Sentimento (F);
  • Julgamento (J) ou Percepção (P).

Ao final do teste, 16 são as combinações possíveis, cada uma criando um perfil de personalidade muito particular. Veja alguns exemplos: INTP (O arquiteto), ENTJ (O comandante), ENFP (O ativista), ISTJ (O logístico), ESFP (O animador), entre outros.

Esse é um dos recursos que fornece maior volume de detalhes sobre uma pessoa. Com ele, é possível identificar estilos de trabalho, ambiente mais propícios ao desenvolvimento de cada tipo, profundidade dos relacionamentos pessoais e profissionais, bem como as prioridades requeridas por cada personalidade.

Vale ressaltar que cada um dos testes psicológicos possui uma proposta própria e que caberá ao profissional escolher qual atende melhor as necessidades do cliente. Além disso, é possível utilizar os testes como recursos complementares um ao outro, ampliando as possibilidades de entendimento de cada caso.

Gostou da nossa conversa? Então, continue lendo sobre as principais ferramentas do coaching.

 

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