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O MÉTODO MS® foi desenvolvido a partir de conceitos e teorias existente, juntamente com a prática em orientação vocacional e processo de coaching. A metodologia segue um modelo sequêncial – uma estrutura que permite estabelecer um programa de sessões. Ao mesmo tempo, é flexivel em suas fases, tanto no que tange ao tempo de duração, quanto nas diferentes ferramentas a serem utilizadas. Ela é um frame, um modelo para que o coach possa de forma mais organizada estruturar as principais etapas do seu atendimento, do início ao fim.

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FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DO MÉTODO MS

Foram incorporadas ao MÉTODO MS® os estudos, já realizados, específicos sobre desenvolvimento vocacional, conferidos por Super e Pelletier, além das teorias de aprendizagem, utilizadas como veremos.

Dois pensadores do construtivismo foram mais utilizados ao longo desse trabalho: Jean Piaget, com o conceito da epistesmologoia genética, e Vygotsky, com a teoria histórico-cultural, uma abordagem conhecida por sócio-histórica. Piaget foi o precursor do construtivismo, desenvolveu seu estudos com foco nas estruturas cognitivas, hoje reconhecida entre educadores e pesquisadores. Segundo o autor, são essas estruturas que constituem nossa inteligência. Ambos, Piaget e Vygotsky, tiveram como preocupação a transformação, o papel do indivíduo em sua formação, na interação entre ele e o objeto. Vygotsky deu uma maior ênfase na interferência sócio-histórica e na interação social para a formação do conhecimento.

Na perspectiva de Piaget, para que ocorra a construção de um novo conhecimento, é preciso que se estabeleça um desequilibrio nas estruturas mentais, isto é, os conceitos já assimilados necessitam passar por um processo de desorganização para que possam novamente, a partir do contato com novos conceitos, reorganizarem-se, estabelecendo um novo conhecimento. Esse mecanismo pode ser denominado de equilibração das estruturas mentais, ou seja, a transformação de um conhecimento prévio em um novo.

Isso significa que para um processo de Coaching, o coach deve entender que o coachee está passando pela fase do período das operações formais que se inicia, em tese, a partir dos 12 anos de idade. Nessa fase, o indivíduo, ampliando as capacidades conquistadas na fase anterior, já consegue raciocinar sobre hipóteses, na medida em que ele é capaz de formar esquemas conceituais abstratos, e por meio deles executar operações mentais dentro de princípios da lógica formal. Com isso, conforme aponta Rappaport (op.cit.:74), a criança adquire “capacidade de criticar os sistemas sociais e propor novos códigos de conduta: discute valores morais de seus pais e constrói os seus próprios (adquirindo, portanto, autonomia)”.

De acordo com a teoria piagetiana, ao atingir esta fase, o indivíduo adquire a sua forma final de equilíbrio, ou seja, ele consegue alcançar o padrão intelectual que persistirá durante a idade adulta. Isso não quer dizer que ocorra uma estagnação das funções cognitivas, a partir do ápice adquirido na adolescência.

A partir desse momento, um jovem pode sim sofrer influências externas em suas escolhas. A base da sua forma de pensar, suas crenças e valores pouco serão afetadas, mas esse pouco pode promover transformações expressivas, como veremos mais adiante.

Já os estudos de Lev Vygotsky (1896-1934) postulam uma dialética das interações com o outro e com o meio, como desencadeador do desenvolvimento sócio- cognitivo. Para Vygotsky e seus colaboradores, o desenvolvimento é impulsionado pela linguagem.

Um ponto central da teoria de vygotsky é o conceito de zona de desenvolvimento proximal (ZDP), na qual a aprendizagem acontece no intervalo entre o conhecimento real e o conhecimento potencial. Em outras palavras, a ZDP é a distância existente entre o que o sujeito já sabe e aquilo que ele tem potencialidade de aprender. Seria neste campo que o coach atua, estimulando a aquisição do potencial, partindo do conhecimento da ZDP do aprendiz, para assim intervir. O conhecimento potencial, ao ser alcançado, passa a ser o conhecimento real e a ZDP redefinida a partir do que seria o novo potencial.

Para definir o conhecimento real, Vygotsky sugere que se avalie o que o sujeito é capaz de fazer sozinho, e o potencial aquilo que ele consegue fazer com ajuda de outro sujeito. Quanto mais ricas as interações, maior e mais sofisticado será o desenvolvimento. Um exemplo claro disso é avaliar o nível do conhecimento sobre a realidade de uma ocupação escolhida por um coachee (jovem), raramente ele consegue, sozinho, avaliar a realidade e as consequências futuras.

Lembro do caso em que uma das minhas coachees dizia, com toda a certeza, que queria fazer uma faculdade de gestão de eventos, ao mesmo tempo, em seus discursos, apresentava em seus valores centrais o relacionamento e convívio familiar. Ao levá-la a investigar de perto o dia a dia de quem ocupa a posição de coordenação de eventos, ela foi confrontada com os seus valores e com sua capacidade de administrar possíveis atividades da profissão.

Essa ajuda a qual me referi anteriormente, diz respeito ao processo de mediação, um processo de aprendizagem que ocorre através da intervenção de um educador. O Coach deve assumir o papel de mediador da aprendizagem, deve estimular seus coachees frente aos novos desafios, a novas descobertas e novos entendimentos sobresie omundoqueoscerca.
Segundo Jiron Matui (1995: 188) a mediação não funciona com autoritarismo, com imposição de conhecimentos, como no diretivismo pedagógico. Não funciona também por omissão de quem fica “em cima do muro”, como no espontaneísmo pedagógico, na atitude laissez-faire, de quem “espera para ver como é que fica”. A mediação participa do processo de construção do conhecimento, sem, contudo, desviar nem desvirtuar nada. A mediação funciona como um catalisador químico que, presente em uma reação, facilita ou acelera e até mesmo possibilita essa reação. Ausente, retarda a reação ou esta pode até não ocorrer.