Ferramentas de Coaching Certas na Hora certa

Ferramentas de Coaching Certas na Hora certa

Uma dúvida muito comum entre os coaches, principalmente para quem está iniciando nesse ramo, é sobre o uso das ferramentas de coaching certas. Muitos coaches até possuem um método, porém não sabem qual é o momento ideal para usá-lo, não sabem em qual sessão trabalhar cada etapa do seu método e nem como relacionar suas ferramentas com as necessidades do seu coachee.

Uma das coisas mais complicadas não é ter ou criar ferramentas – isso é uma coisa que, de certa forma, você vai conseguir fazer, desde que você dedique um tempo para isso. O importante mesmo é saber o momento exato em que você pode aplicar essas ferramentas para conseguir o que você quer durante as suas sessões de coaching.

Neste post, eu quero esclarecer algumas dúvidas e te ajudar durante essa etapa. Você também pode assistir ao vídeo abaixo em que realizei um FlipChat sobre o assunto e publiquei no meu canal no YouTube. Confira:

Cada coachee é um coachee

Primeiramente, você precisa entender que uma pessoa é diferente das outras. Pode até existir uma “fórmula” que te ajude a identificar o melhor momento para aplicar as ferramentas presente no seu método, porém, não se importa se você está trabalhando transição de carreira, desenvolvimento de carreira ou escolha profissional, você estará sempre lidando com pessoas diferentes que estarão passando por momentos diferentes.

Além disso, elas também terão diferentes estágios de aprendizagem e de desenvolvimento. O que isso quer dizer? 1 – As pessoas consomem as coisas de formas diferentes. 2 – Elas têm diferentes filtros para absorver uma informação. 3 – Elas estão envoltas em cenários diferentes. E por aí vai…

Como avaliar isso durante as suas sessões?

Apesar de todas essas diferenças, é possível avaliar qual é a melhor ferramenta para usar com o cliente que você está trabalhando no momento. Para isso, você deve ter um método e segui-lo corretamente.

O MÉTODO é um conjunto de passos, atitudes e estratégias que um coach utiliza para mover o seu cliente em potencial do estado atual para o estado desejado. Essa é a definição do coaching, praticamente.

A maioria das escolas em que eu fiz treinamento e me formei possuem um método. Aliás, toda boa escola que se preze tem um método. E, se ela tem um método, significa que ela abrange um formato que traz resultados. Ou seja, ela trabalha com ferramentas que serão aplicadas de uma forma organizada com começo, meio e fim. Isso deve acontecer na prática.

Ao se formar, você pode iniciar seu trabalho de coach utilizando as ferramentas que você aprendeu nessa escola ou desenvolver um método próprio focado no tipo de cliente que você deseja atender (LINK).

Método Instituto MS – Demonstração

Como eu não sei em qual escola você estudou e se formou, eu vou fazer algumas demonstrações com base no Método do IMS – método que eu utilizo no meu curso de formação em Coaching de Carreira.

Eu utilizo quatro passos importantes:

  • Autoconhecimento
  • Planejamento
  • Pesquisa
  • Autoavaliação

Eu acredito piamente que, para realizar uma boa sessão de Coaching, a gente precisa passar por algumas dessas quatro etapas – mas não necessariamente por todas. Para isso, você descobrirá se em alguma dessas etapas o seu coachee está mais bem desenvolvido e em qual delas ele tem mais dificuldades.

Método Coaching de Carreira

Como eu sei em qual etapa o meu coachee está?

Descubra qual é o nível de autoconhecimento que ele tem. Esse é o primeiro ponto que você deve avaliar. Para mim, esse passo é muito importante porque, dentro dele, é onde o seu coachee vai acabar se questionando: “Eu estou meio inseguro… não sei se eu sirvo exatamente para isso ou para aquilo” e aí você pega esse gancho para desenvolver uma conversa com ele.

Dentro dessa hipótese, se eu sentir que, de 0 a 10 (sendo que 0 significa “nada de autoconhecimento” e 10 significa “excelente nível de autoconhecimento”), ele tem um nível 4, eu sei que ele precisará de apoio nesse estágio.

Dica: Você pode avançar as quatro etapas e voltar em alguma delas se necessário. Você não precisa, necessariamente, segui-las em uma ordem pré-estabelecida.

Por exemplo: se eu estiver na terceira sessão e sentir que o autoconhecimento do meu cliente continua baixo, eu posso voltar para a primeira etapa e aplicar mais algumas ferramentas de autoconhecimento para aumentar o nível dele: ou seja, aumentar o “nível 4” que foi pré-estabelecido logo no início.

Por outro lado, pode acontecer de eu atender um coachee que já tem um bom nível de autoconhecimento e um planejamento praticamente bem desenvolvido, mas ele está com muita indecisão. Isso significa que ele fez pouca pesquisa. Se eu sentir isso durante alguma de nossas conversas ou encontros, eu posso “pular” as duas primeiras etapas e focar na parte de pesquisa, apresentando para o meu coachee uma ferramenta adequada para trabalhar essa dificuldade.

Outro exemplo: Se você atender um coachee que já iniciou um processo de coaching com um colega de trabalho, mas teve que parar por uma questão de distância, locomoção ou qualquer outro motivo, você pode trabalhar a autoavaliação dentro do mesmo sentido citado acima, mas aplicando uma ferramenta a partir do que aquele cliente já fez.

Pessoas Diferentes e Momentos Diferentes

Além das pessoas serem diferentes, elas se encontram em momentos diferentes e com intensidades diferentes. Com isso, o coach deve ter um método em mente para entender, no meio de uma determinada conversa, alguns pontos como:

– O nível de autoconhecimento do meu cliente está baixo?

– Ele já tem um planejamento pré-estabelecido?

– Se ele quer mudar de carreira, quais pesquisas ele já fez?

– Se ele quer empreender, ele já pesquisou por consultores, fez uma pesquisa de campo ou trabalhou os critérios para a escolha profissional?

Dentro da “Pesquisa”, você verá que existem diversas ferramentas que podem ser utilizadas, por isso avalie qual é o método que você trabalha. Com isso, será mais fácil encaixar as ferramentas que você aprendeu dentro de cada etapa desse seu método.

Mas um detalhe importante é que cada etapa será determinada pela necessidade do seu coachee – e não pela sua necessidade. É justamente por isso que eu falo que existe um trabalho de backstage durante o processo de coaching. E esse trabalho não é feito no momento em que você está com o seu coachee, mas quando você está sem ele.

Faça isso avaliando uma conversa ou um encontro e identifique qual é o cenário atual do seu coachee para que você possa programar em que fase ele precisa mais de você ou em qual fase ele mais precisa de uma ferramenta de coaching adequada para alcançar seus objetivos.

Se você gostou, deixe um comentário abaixo.

(6) Comments

  • Cristina 2 de maio de 2016 @ 01:29

    Excelente material! Objetiva, clara, direta e esclarecedora!

  • Ana Carolina 6 de julho de 2016 @ 14:14

    Estas informações me deram o norte que eu precisava para conduzir um processo de Coaching de Carreira! Excepcional! Muitíssimo obrigada, Maurício!

  • Fellipe Brito 8 de junho de 2017 @ 19:37

    O vídeo é muito bom e de fácil entendimento. Irei me inscrever no canal!!!

  • Jorge D. Cateb 5 de setembro de 2017 @ 08:27

    Muito bom, simples, objetivo, alem de esclarecer me ajudou a avaliar a minha linha de trabalho.

    Obrigado Maurício!

  • MARGARETE GIRARDELLO 19 de maio de 2019 @ 23:50

    gratidão métodos simples
    que faz diferença.

    • Maurício Sampaio 30 de maio de 2019 @ 18:46

      Grato Margarete!

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