Recolocação Profissional e seus novos desafios

Que o mundo mudou já deu para perceber. Também, já deu para notar que muitas coisas desse mundo novo, que as pessoas diziam que era modismo, vieram para ficar.

Esse novo mundo está impactando em todos os sentidos, em todas as nossas áreas da vida e isso inclui fortemente o mercado de trabalho. Muitos acreditam que não haverá mais trabalho formal, que CLT (Consolidação das Leis do Trabalho ), vai virar coisa do passado.

Eu particularmente, e não querendo entrar a fundo nesse contexto, torço para que que isso aconteça. Tenho minhas razões pessoais, mas não pretendo discutir isso aqui.

O fato é que, as formas de trabalho estão mudando, as estruturas tradicionais das empresas também estão mudando, e junto estão mudando as exigências profissionais.

Como dizia Einstein: “Insanidade é continuar fazendo sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes”. Esse ditado vale para quem deseja fazer uma recolocação profissional nos dias de hoje. A nova ordem é se reinventar profissionalmente.

Sei que não é fácil se reinventar, principalmente quando não temos alguém para nos ajudar. Por esse motivo eu acredito que um bom processo de coaching pode ajudar muito.

Mas para quem deseja trabalhar com esse público, com recolocação profissional, cabe aqui alguns pontos importantes. Primeiro você precisa entender o que acontece na vida de uma pessoa em recolocação, principalmente quando essa condição foi imposta. Ou seja, a pessoa foi despedida de uma hora para outra, e na maioria dos casos é o que acontece.

Ao perder seu emprego, uma pessoa passa por quatro estágios. São momentos em que o psicológico fala mais alto.

O primeiro estágio é o de Choque: a pessoa não esperava por isso. Foi pega de surpresa. Nesse estágio a pessoa entra paralisia total. Mal consegue pensar e agir. A sensação é de perder, literalmente, o chão. Esse estágio pode demorar semanas, meses e até anos, caso não exista alguma intervenção, caso essa pessoa não procure uma ajuda especializada.

O segundo estágio é o da Descoberta: a pessoa reconhece que tem um problema e que precisa enfrentá-lo. Nesse estágio o desempregado já começa acreditar que, talvez, esse processo seja uma fase de crescimento. Começa a se sentir melhor, com um pouco mais de esperança.

O terceiro estágio é o da Pesquisa: “Preciso começar pesquisar, a correr atrás”. Esse é o discurso de uma pessoa nesse estágio. Nessa fase o desempregado passa a acreditar que é possível achar algo melhor para sua vida.

A quarta fase é a de Ação e esforço: é a fase de correr atrás, prospectar o currículo. Nessa fase cabe o uso intensivo da tecnologia e das redes sociais. Lógico, sempre acompanhado de um trabalho bem direcionado, com foco e estratégias bem definidas.

Em todas essas fase o Coach tem um papel muito importante, que é o de ajudar seu Coachee a avançar mais rápido, diminuindo o tempo de sofrimento e incertezas.

O Coach deve atuar na mudança de mindset, no planejamento de ações na construção de novas estratégias. Mais que isso, o Coach deve ser o incentivador, o grande parceiro.

Outro ponto importante diz respeito a saúde integral do seu Coachee nessa fase. Frente aos novos desafios, muitas pessoas acabam paralisando áreas importantes da vida: saúde, lazer, esporte, amizade e vida social.

O Coach deve ajudar o seu Coachee restabelecer esse equilíbrio, principalmente na questão saúde, com uma boa alimentação e caminhadas.  E incentivar a vida social, pois o Networking nesse caso pode ajudar muito.

Eu acredito que o Coach nesse cenário pode transcender ferramentas e conceitos e fazer uma grande parceria com o seu Coachee. Marcar de vez a sua vida com o que temos de melhor a oferecer…a amizade!

 

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